Escuta Zé
  Sabadão, nas Satyrianas e no mundão

Vai ter muita correria...Uma overdose.

Às 17:00h

Em seguida, às 19:00h, no Teatro Coletivo (antigo Fábrica)

E em seguida, seguida, às 22:00h:

Sad Christmas de Mário Bortolotto comigo

e com o Alex Gruli no elenco

E, mesmo assim, na fase que estou... Eu acho tudo isso du caralho. Sou um ator privilegiado.

Dá só uma olhada na autoria dos textos!



Escrito por Nelson Peres às 23h39
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  Hoje e amanhã.

Homens de Papel, de Plínio Marcos

Com uma porrada de gente bacana no elenco:

Bruna Aragão, Carlos Landucci, Dênete Reis, Fernanda Assef, Mônica Raphael, Rodrigo Soller, Rodrigo Valim, Sérgio Audi, Silvia Garcia e Thiago Barros.

Sábados às 19:00h e Domingos às 18:00h.

Teatro Coletivo (antigo Fábrica)

Rua da Consolação, 1623

O ingresso é R$30,00, mas quem tem nome na lista paga só R$10,00.



Escrito por Nelson Peres às 14h29
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  Pra hoje, pras crianças e pros que as acompanham

Pra quem tem filho, vale a pena dar uma corrida ao Sesc Consolação às 11:00h para assistir Zé Mané, Primazé e outro Zé. Puta trabalho legal, dirigido pela minha querida diretora Soledad Yunge, com texto do Tuna Serzedello (seu parceiro de criação e marido também), que faz parte do ótimo elenco da peça. É bom demais e ainda é de graça. Não é qualquer pessoa  que pode falar sobre a morte para crianças. E eles fazem isso de uma maneira muito bacana. Os meus filhos saíram de lá com uma idéia sobre o inevitável um tanto interessante. Uma hora eu conto com mais detalhes algumas passagens no último final de semana que vieram.



Escrito por Nelson Peres às 00h30
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  Hoje a meia-noite

Assisti na semana passada. É uma peça difícil. Eu até gostaria de comentar com mais detalhes a sua excelente qualidade artística (que beira o absurdo, afinal de contas, com essa ficha técnica...). Mas o mais legal de tudo - e eu sei que isso é uma grande contradição, só um trabalho com essas características é que torna possível nos jogar pra dentro daquele buraco que jamais gostaríamos de reconher a sua existência. Cabe aqui só uma lembrança importante: não há como não emocionar-se também com o trabalho do meu querido amigo Walter "Batata" Figueiredo. Parabéns, brother!



Escrito por Nelson Peres às 11h39
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  Quase são

Porra, terceiro dia de uma gripe cão... Mas hoje o dia foi mais agradável. A tosse diminuiu e a febre abaixou. Mesmo assim, preferi ficar em casa pra me cuidar da maledita e perder um monte de coisas imperdíveis. Uma pena, mas tem horas que a gente tem que respeitar os desmandos da nossa carcaça.

Amanhã é dia de buscar os filhos em Braga.

É preciso estar atento e forte...



Escrito por Nelson Peres às 22h18
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Grandes personagens formam grandes atores. Pequenos personagens de uma grande peça também. O teatro é algo vital: a necessidade de estar ali, naquele exato momento, a urgência de estar ali, dando a cara pra bater, de dizer exatamente aquilo que não dá pra cantarolar no banheiro de casa. Acho que eu não estou falando em construir uma carreira. Não, não é isso. Acho que estou falando de algo mais. Assim como a necessidade de se ter um cachorro, um gato, um passarinho ou um pé de pitanga no quintal. Transcende, percebe? Não é um mimo não. Não deve ser motivado pelo simples desejo de se tornar alguém mais importante do que você já é por fazer parte dessa droga toda que é esse mundinho de merda, desse delicioso mundinho de merda. Você já tem a sua importância. Todos nós temos. Isso já é du caralho, pode acreditar nisso. Você já se tornou esse algo a mais desde o dia em que você nasceu. Mais importante do que qualquer possibilidade de uma oportuna carreira profissional. Você já nasceu sob um contra luz âmbar. Eu não sei bem o porquê de estar sentado aqui falando sobre esse assunto. Só sei que estou tentando, sem sucesso, desde a hora que acordei, dar um telefonema pros meus filhos. Eles saíram e os celulares não atendem. Eu queria só falar com os dois e cumprimentá-los por eles já serem os personagens de uma grande peça. Queria cumprimentá-los por uma coisa que eles não têm a menor culpa. Por terem atravessado a catraca. Por já estarem do lado de cá. Iluminados pelo contra âmbar do por do sol. Estou falando tudo isso, só por ter me lembrado da resposta de um grande ator, quando perguntado sobre o fato de ter escolhido ser ator e não outra coisa qualquer: “Eu escolhi ser ator porque nunca quis virar gente grande. Assim, como ator, eu pude e ainda posso continuar brincando”. Eis um grande motivo. Acho que é por isso que eu liguei pros meus filhos, pra desejar exatamente isso. Porra, filhos, brinquem muito, brinquem pra caralho. Brinquem até a hora de bater o sono. E sonhem, sonhem muito. O resto? O resto nem é tão importante assim.



Escrito por Nelson Peres às 14h58
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  Cuidado, Xará...!

Acordei pensando nisso. Na falta de cuidado com aqueles que a gente quer bem, muito bem...

À vezes, é melhor contar até dez, ponderar, considerar, hesitar, distriar-se, fugir, até se auto flagelar... Só pra poder pular (solitário) pra debaixo do cobertor e acordar um pouco mais aliviado. 

E, com a carcaça devidamente recuperada, correr para o

Teatro Coletivo.

Para o berço dos Homens de Papel.

Que hoje, começa às 19:00h.



Escrito por Nelson Peres às 16h01
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Bom dia, São Paulo. Bom dia, a tudo aquilo que agora me é mais estranho – nem ruim demais, nem tão bom assim. A minha idade, e o seu peso... Mudei, mudei bastante. No modo de ver a vida. Parece que tomei uma paulada naquele canto do cérebro que é responsável pela maioria das nossas motivações. Um brinde à memória das coisas boas que eu vivi.



Escrito por Nelson Peres às 14h22
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  Caminhos e escolhas.

O meu amigo Paulo de Tharso esteve na platéia da peça Homens de Papel neste último Domingo e escreveu sobre a peça no seu blog. Fiquei bem feliz com a presença dele e da Adriana. Com o texto que escreveu sobre a peça, e sobre mais um tanto de coisas. Paulo, é bom ler o seu texto. Isso reforça uma caralhada de coisas que venho pensando sobre a nossa arte. Isso também me deixa bem feliz quando penso nas escolhas que fiz e que ando fazendo. Faz trinta anos que estou na labuta. Faz trinta anos que estou no meio de um tiroteio danado... Posso ter me enganado ou me equivocado algumas vezes nessa odisséia. Mas que eu me orgulho de muito coisa, ah, isso eu me orgulho sim, e pra caralho.

Aí vai o texto:

"... Domingo passado fui assistir “Homens de Papel”. Texto de Plínio Marcos, com Nelsinho Peres e um elenco jovem de tirar o fôlego. É legal a gente perceber que ainda existe a arte colaborativa em um grupo tão jovem. É um espetáculo em que o espectador é levado a trabalhar, de uma maneira silenciosa e  tranqüila,  porque nada nos é estranho. Principalmente o tema. Sem trilha, com uma luz correta e triste, assim como é a vida, o espetáculo é sua síntese. Tá certo: é uma das faces da vida. A face do desencanto. Lá no teatro, os espectadores têm um olhar forte diante de um texto corpulento (apesar da miséria ser magra e fraca), diferente de uma notícia terrível que a TV impõe e manipula diante de um olhar alienado ou distraído daqueles que assistem a caixinha que emite raios. Quando você sai da peça, sai com certa idéia na cabeça. E isso faz diferença! Principalmente quando você está  fora de esquadro,  assim como eu. Esse texto é um recorte fechado no tempo. A peça não traz novidade radical, tampouco pretende isso. Apenas texto, luz e atores. E quando isso é bem feito, o resultado é um bom espetáculo. E os textos deste inesquecível autor, sempre tiveram uma dimensão estética, o que não é verdade de um modo geral na dramaturgia que hoje a gente vê por aí, com raríssimas exceções. Digo isso porque vivemos hoje em dia a contradição máxima. Qualquer coisa pode entrar na esfera da arte. Mais do que nunca, a arte, hoje, se constitui como uma esfera à parte, com pessoas que produzem, com instituições que fazem circular, seus críticos, etc, etc... Na última Bienal de São Paulo tinha um andar inteiramente vazio, simbolizando o vazio na arte. Bem, podemos, é certo, fazer o vazio significar várias coisas. Há artistas que organizam retrospectivas de suas obras, e o que vemos? Nada. Há apenas guias que falam. Então há muitas possibilidades. Vamos conceber uma exposição sobre o tema do vazio no modernismo duro. Ou então imaginar uma exposição pós-moderna desencantada “mostrando o vazio porque a arte hoje é vazia”, e assim por diante. Mas isso não acontece quando voltamos os olhos e abrimos os ouvidos para espetáculos e textos como “Homens de Papel”. Há outros, é claro. Mas é preciso a vontade para navegá-los.

 A estética e a política são os legados dos textos de Plínio Marcos. Ele organizava o sensível: que era dar a entender, dar a ver, de construir a visibilidade e a inteligibilidade dos acontecimentos, que toda uma geração não queria ou não quer ver. Vale a pena conferir. Mas é bom ir desarmado, caro espectador. Desarmado dos conceitos e de seus pré-conceitos".

Teatro Coletivo

Rua da Consolação, 1623

Sábados às 19:00h e Domingos às 18:00h.



Escrito por Nelson Peres às 14h37
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