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Passei im dia bem enrolado...
Então, faço das palavras do grande amigo Marcelo Montenegro, as minhas: AMIGOS

Nesta quinta-feira, em SP, à partir das 23h estaremos eu, Marcio Américo, Ademir Assunção, Paulo “Picanha” de Tharso, Paulão mais as bandas Fábrica de Animais e Velhas Virgens junto com a Saco de Ratos no palco do Café Aurora. Com a palavra, Marcelo Rubens Paiva: “faremos um show em homenagem à vida, ao teatro, ao rock and roll, à boemia, à poesia, à amizade e, lógico, ao amor". E Ademir Muniz, organizador da parada: “a renda arrecadada com a bilheteria será destinada à família de Mário Bortolotto. O Café Aurora, além de ceder a casa, destinara também 20% do valor arrecadado no bar. Será o show AMIGOS DO MARIÃO> Café Aurora> Rua 13 de maio, 112, Bixiga> Tel (11) 3255-5564> Entrada R$ 10". No Rio, Rogério Skylab, Fausto Fawcett, Carmen Molinari, Fabrício Corsaletti, Graça Carpes, Edu Planchêz, Beto Brown, Pardal, Ericson Pires, Fran Fillon, Tavinho Paes, Arnaldo Brandão entre outros estarão sob a batuta de mestre Chacal no CEP 20.000 Homenagem a Mário Bortolotto> ESPAÇO CULTURAL SÉRGIO PORTO> Rua Humaitá, 163 (fundos)> 2266-0896. --------------------------------------- Sexta-feira, em SP, nos Parlapatões: 
Com a palavra, Rafael Grampá: “Produziremos 2 MEGA painéis pintados AO VIVO pelos artistas Lourenço Mutarelli, Laerte, Rafael Grampá, Gabriel Bá, Fábio Moon, Rafael Coutinho, Angeli, Guazzelli, Fábio Cobiaco, André Kitagawa, Caco Galhardo, Marcelo Campos e muitos outros, que serão rifados. Sorte de quem ganhar essas obras inéditas na história dos quadrinhos nacionais feita a 6 mãos cada! Eu mesmo vou comprar muitos números da rifa pois quero MUITO um desses painéis históricos pra mim! Se você conhece e gosta do nosso trabalho, saiba que não estamos pra brincadeira. Essa tela vai ficar INCRÍVEL e se eu fosse você não perderia a chance de levá-la pra casa por uma causa mais do que nobre”. ADENDO 1: pra quem tiver a fim, quero indicar a leitura de dois textos. Um, do Marcelo Rubens Paiva, em seu blog, comentando o outro: um artigo da Beth Nespoli que saiu ontem no jornal Estado de SP. O post do Marcelo introduz a questão: “Todos estão um pouco engasgados pela forma como o noticiário, especialmente as TVs, tratou o tiroteio dentro dos PARLAPATÕES e fez uma associaçao rasa entre a obra do BORTOLOTTO e a violência”. Beth trata disso e vai além, num ótimo texto. Aqui.
Escrito por Nelson Peres às 20h11
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DO BLOG DA FABIANA VAJMAN
ESTÓRIAS COM SANGUE
Lembro de ter visto muitas vezes minha mãe chegando em casa com um curativo no braço. Eu já sabia: ela tinha ido doar sangue. Eu não via a hora de poder doar também e morria de inveja de cada irmão meu que ia fazendo 18 anos. Lembro da primeira vez do Flavinho, amarelo, voltando do hemocentro. O Mauro voltou xingando de dor e jurando que nunca mais doaria uma gota de sangue. O Alê doa direto e eu também peguei amor na bagaça, desde que comecei, há quase vinte anos. Deve ser o exemplo em casa, aliado a uma puta facilidade que eu tenho com agulhas, perfurações, fluidos e secreções que não me impressionam. Ainda por cima meu sangue é O negativo, sou doadora universal, e faço a onipotente a cada vez que um médico me fala que eu salvei uma vida com isso.
Há algum tempo, oito pessoas entraram no mesmo hemocentro que eu costumo frequentar, aqui do lado de casa: o da Santa Casa. Essas oito pessoas doaram seus sangues e plasmas pra um desconhecido qualquer que viesse a precisar. Calhou que esse desconhecido delas fosse Mário Bortolotto. Esses oito anônimos salvaram a vida do cara, que reage bem lá no hospital e já se comunica, se emociona, faz brincadeiras.
Agora a Santa Casa precisa que nós a ajudemos a salvar outras vidas. Vamos repor o estoque dos caras que salvaram o Marião? O hemocentro da Sta Casa fica Na R. Dr. Cesáreo Motta Jr, 112. Tel. 2176 7000.
Existem alguns requisitos que devem ser observados. Bora lá.
Fabiana Vajman
Escrito por Nelson Peres às 13h51
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Só mais uma letra
Tenho me sentido bem. Isso não implica, necessariamente, em felicidade. Pelo menos não nesse tipo de felicidade que as pessoas julgam por aí. Mas eu tenho me sentido bem. Muito bem. Eu gosto dessa época do ano. Desse fim de feira, cheio de chuva. Desse calor. De andar de calção por aí. Estou me sentindo bem. Tenho trabalhado pra caralho... Isso é um problema. Mas que resolve outros problemas. Acabei uma puta temporada gostosa lá no Teatro Coletivo. Foi bem gostoso encenar Plínio Marcos ao lado daquelas pessoas. Tivemos um ótimo público. A montagem ficou du caralho. Tem umas fotos bonitas feitas pela grande Lenise Pinheiro no blog dela, linkado aí do lado. Porém, muita gente que gosto de ver na platéia não assistiu. Uma pena. Gosto de dividir os trabalhos que considero importantes com eles. Por essas e outras, muito do que brigo pra poder estar em cena vai perdendo um pouco o sentido. Olha, isso aqui não é uma chantagem sentimental, não. Juro. Juro por Deus. É só uma provável constatação sobre a não urgência do nosso trabalho. Por outro lado, a TV me procurou. A mim e a outros atores do elenco. Conversamos, gravamos algo e estamos aguardando... Pode ser que role uma coisa interessante pro ano que vem. Eu tô topando pagar pra ver. Mais isso é só mais uma possibilidade. Pra ser sincero, minha vida tá a ponto de dar uma puta de uma guinada. Para lados totalmente opostos. Passa pela minha cabeça a real possibilidade de mudar tudo. Desencanar de uma caralhada de coisas legais. Mas que já foderam um bocado com a minha vida. Quero uma chacrinha (como se dizia em Tietê)... Ter algumas árvores no quintal. Refugiar-me quase que de verdade... Chegar à noite em casa, acender a luz. Ler um pouco mais. Vigiar alguns pássaros, ou gatos, ou cachorros... Solitariamente.
Escrito por Nelson Peres às 00h18
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